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O grupo Camargo Corrêa deverá ser oficializado hoje como o novo controlador da Cimpor, fabricante de cimento portuguesa. Ontem, em Lisboa, encerrou-se o prazo da oferta pública de aquisição de ações (OPA). Com preço de € 5,5 por ação, a operação foi lançada em 30 de março e a previsão era adquirir a maioria do capital da cimenteira, presente em 13 países, inclusive no Brasil.
Dois acionistas importantes, segundo a mídia portuguesa, tinham dado ordens de venda de seus títulos antes do prazo final: a Caixa Geral de Depósitos (CGD), dona de 9,6%, e o fundo de pensão do banco BCP, com 10%. Ambos haviam anunciado, logo após o lançamento da OPA pela InterCement, subsidiária do grupo nacional, intenção de vender suas ações.
Com isso, a CGD deverá embolsar € 355 milhões e o fundo do BCP, € 370 milhões. O restante está com a Investifino (9,8%) e acionistas minoritários (16%).
A Camargo Corrêa já detém 33% da Cimpor, parcela comprada em fevereiro de 2010 por € 1,4 bilhão. A concorrente Votorantim Cimentos tem 22,1% e informou que não venderia seus papéis por meio da OPA.
O próximo passo da Camargo é fazer uma troca de seus ativos no Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia e Angola por outros da Cimpor na Espanha, Marrocos, Tunísia, Turquia, China, Índia e Peru. Na etapa seguinte, prevê fazer permuta desses ativos pelas ações da Votorantim, tornando-se única controladora.
A aquisição, via OPA, deve custar a Camargo cerca de € 1,7 bilhão se todos os acionistas, menos Votorantim, aderirem. Em 2011, a Cimpor fabricou 27,5 milhões de toneladas, com receita de € 2,3 bilhões. No Brasil, é a quarta maior produtora, com 9% do mercado.
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