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A dificuldade da Vivendi em se desfazer da Activision Blizzard, sua empresa de games, pode colocar a GVT novamente sob os holofotes. A venda da operadora ou a volta da companhia à bolsa são opções que nunca foram completamente descartadas por executivos do grupo francês e que agora devem ser analisadas com mais atenção.
A fatia de 61% que o conglomerado francês detém na empresa americana de games é avaliada em US$ 8,1 bilhões. Com isso, a venda da GVT ou da Maroc Telecom poderiam voltar à mesa, já que a Vivendi precisa de recursos para abater dívidas.
No entanto, vender a GVT também não seria tarefa fácil diante da conjuntura atual. A candidata natural seria a Telefônica - que foi driblada pela Vivendi em uma transação polêmica quando esta adquiriu a operadora brasileira, no fim de 2009. Entretanto, um obstáculo a esse movimento é a situação da Telefónica na Espanha.
A Telefônica não teria dificuldades em captar recursos no Brasil para financiar uma eventual aquisição, mas na consolidação do balanço do grupo acrescentaria mais dívidas em um momento delicado, avalia uma fonte do mercado. Esse mesmo interlocutor vê pouca disposição da TIM e da Oi para disputar a GVT atualmente. A primeira está comprometida em absorver a compra da Atimus. A segunda está tentando recuperar seu vigor comercial.
Restaria a mexicana América Móvil, dona da Claro, da Embratel e da Net. A GVT poderia fazer sentido para o grupo do empresário Carlos Slim, mas a estratégia do bilionário mexicano costuma ser comprar ativos quando eles estão baratos, o que não seria o caso. Não por acaso, recentemente Slim aumentou sua participação na operadora holandesa KPN e tem olhado outros ativos na Europa fragilizada pela crise.
Outra possibilidade para a GVT seria voltar à bolsa. A operadora fez sua oferta inicial de ações no Novo Mercado da Bovespa em 2007 e teve o capital fechado quando a Vivendi adquiriu seu controle. A tese de um nova oferta pública inicial de ações é recorrente e conta com a simpatia do presidente da GVT, Amos Genish, segundo apurou o Valor.
Porém, uma ala do comando da Vivendi não gosta da ideia porque a listagem da GVT poderia impor um desconto no valor implícito da holding do grupo francês. Também não é consenso na Vivendi qual rumo seguir. O então presidente-executivo da companhia, Jean-Bernard Lévy, deixou o cargo no fim de junho supostamente por discordar do desmembramento da unidade de negócios - em oposição ao conselho de administração, mais inclinado a que o conglomerado se desfaça de ativos e escolha as atividades em que deve concentrar esforços.
Procurada, a Vivendi afirmou que não comenta o que disse considerar rumores de mercado.
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